Blog do Patas Therapeutas

Saiba quais cuidados tomar com os pets no inverno

O inverno está chegando e, como sempre ocorre, essa época traz algumas mudanças naturais em nosso comportamento. Por conta dos dias mais frios, necessitamos de mais roupas. A falta de luz natural faz com que escureça mais cedo e que nossos hábitos alimentares também mudem um pouco. Exercícios ao ar livre são deixados de lado e mesmo a chuva pode insistir em se fazer presente mais vezes ao longo da semana.

Se a nossa rotina muda, você já deve imaginar que para os animais a situação não é diferente. No caso dos cachorros, por exemplo, algumas raças se adaptam melhor do que outras, como é o caso dos Husky Siberiano e dos São Bernardo, porém mesmo eles podem ficar mais susceptíveis a doenças por conta das baixas temperaturas.

Listamos aqui algumas dicas sobre como cuidar do seu pet no período em que as temperaturas estão mais baixas e ainda ajudar os animais sem lar. Lembre-se que eles também precisam estar bem aquecidos e ter um ambiente confortável para passarem os dias.

 

Providencie mais calor e abrigo

O primeiro ponto a ser observado é onde o animal dorme. As noites são os momentos mais frios e é justamente nessas ocasiões que os pets não podem ficar desguarnecidos. Aqueles que moram em casinhas fora de casa devem ter atenção redobrada. A primeira dica é posicioná-las em um local que não receba muitas correntes de ar, ou seja, não deixe a casinha na direção do vento.

Dentro do abrigo você pode colocar um ou dois cobertores extras e, se possível, forre o local com jornal ou com algum tecido de forma que ele fique mais aquecido. A porta da casinha pode receber ainda uma cortina plástica, apenas para aumentar o conforto. Aqueles animais que dormem dentro de casa, especialmente em áreas de serviço, também devem receber o mesmo tipo de atenção.

Para os animais de rua, você pode ajudá-los montando um abrigo onde eles dormem. Se tiver cobertores e panos mais quentes, pode incluir colocar junto com caixas de papelão. Caso tenha condições de dar abrigo no seu quintal, será de grande ajuda.

 

Roupinhas não são obrigatórias, mas são bem-vindas

Não são todos os animais que gostam de usar roupinhas, mas esse é um item que deve ser considerado entre os cuidados com o cachorro. O ideal, antes de tudo, é procurar em um pet shop modelos com tecidos que sejam confortáveis. Lembre-se de uma coisa: o conforto é mais importante que a beleza e é isso que você deve valorizar.

É muito comum em clínicas veterinárias casos de animais que chegam para as consultas com manchas vermelhas na pele por conta do contato com tecidos inadequados. Alguns pets não se adaptam, por exemplo, a lã e tecidos sintéticos. Assim, o recomendado é usar roupas de algodão ou de tecidos macios, que garantam conforto de movimentos e os mantenham aquecidos.

Ajude os animais de rua com algumas roupas que seu animal de estimação ou você não utilize mais. É possível fazer roupinhas de um jeito bem rápido com camisetas e outros acessórios.

 

No frio todos sentem mais fome

Nós, seres humanos, sentimos mais fome durante os dias mais frio. A comida extra serve para criar uma camada de proteção sob a pele, fazendo com que a gente se sinta mais aquecido. Com os animais não é diferente, não importa a idade. Tantos os animais adultos quanto os filhotes gastam mais energia para se manterem aquecidos, e para repor essas perdas eles precisam de mais alimentos.

A recomendação dos veterinários é que você inclua na sua lista de cuidados a seguinte sugestão: deixe cerca de 20% a mais de ração para ele por dia. Esse extra deve ser o suficiente para caso ele sinta mais fome por conta das baixas temperaturas. Contudo, fique de olho na forma física do seu pet: cães e gatos mais gordinhos ou que estejam acima do peso ideal não precisam receber ração extra.

Para ajudar os animais de rua, ofereça ração para ele e ajude-o da forma que puder.

 

Vacinas e visita ao veterinário

Como mencionamos no começo do artigo, os dias frios deixam os animais mais propensos a ficarem doentes. Viroses e bronquites estão entre os males mais comuns e, para que eles sejam evitados, é preciso que exista prevenção. A prevenção deve ser feita por meio das vacinas obrigatórias e mediante consultas periódicas a clínica veterinária do seu animal.

Caso esses problemas, que são menores, não sejam tratados a tempo, eles podem evoluir para quadros mais preocupantes, gerando infecções provocadas por bactérias, como é o caso da pneumonia. Assim, ao perceber algum tipo de sintoma, como febre, tosse ou espirros, já tenha em mente que pode haver algo de errado com a saúde do seu animal de estimação.

Caso tenha condições, leve o animal que está na rua para tomar vacinas, alguns locais oferecem a de forma gratuita. Se não tiver condições, procure ONG’s ou veja se algum dos seus amigos podem ajudar.

 

Reduza os banhos, mas não a higiene

Em linhas gerais, o conselho é para que você dê banho no seu animal de estimação pelo menos uma vez por semana. Nos dias mais frios, essa periodicidade pode variar para uma vez a cada quinze dias – e de preferência faça isso nos horários mais quentes, ou seja, evite as manhãs e o fim de tarde.

Para evitar que eles fiquem com o pelo molhado por muito tempo, seque-os com um secador de cabelo, se necessário. Da mesma forma, evite sair para passear com eles logo em seguida a eles terem tomado banho.

Por outro lado, ampliar os intervalos de banho para quinze dias não significa, de forma alguma, descuidar da higiene. Troque as cobertas, limpe a casinha e mantenha os potes de comida e água sempre limpos, de forma que mesmo sem banho o animal se mantenha asseado e confortável.

O que você precisa saber sobre castração?

 

Como vocês já sabem, a castração é um pré-requisito para que o animal possa ser therapeuta conosco. Cientes de que muita gente tem dúvida sobre o assunto, conversamos com a Dra Patrícia Maykot, veterinária voluntária conosco, que nos explicou mais sobre o procedimento.

 

Dê uma lida na entrevista abaixo:

1)  Quais são as vantagens da castração?

Muitos proprietários optam por este tipo de cirurgia para não ter que lidar com o sangramento no período do cio ou com uma possível gestação indesejada, caso tenha um macho vivendo no mesmo ambiente ou qualquer outro fator que leve a uma possível cópula. Outros motivos que levam a castração são: ajudar a controlar algumas doenças do trato reprodutivo (piometra, metrite); evitar ou tratar tumores influenciados por hormônios (tumores mamários). Em alguns animais, realiza-se a castração para evitar ou alterar anormalidades comportamentais. Os tumores mamários são incomuns em cães machos, mas constituem os tumores mais comuns nas cadelas. Desconhece-se a causa das neoplasias de glândulas mamárias, mas sabe-se que muitos são hormônio-dependente e a maioria delas pode ser evitado caso se realize uma OSH (ovariosalpingohisterectomia) antes de 1 ano de idade.

 

2)  Como é a cirurgia? Há algum risco para o animal?

Nas fêmeas trata-se da retirada dos ovários e útero e nos machos a retirada dos testículos. Não há risco cirúrgico, mas o risco anestésico, apesar de ser muito pequeno, existe.

 

3)  A partir de que idade os animais podem ser castrados?

Eles podem ser castrados após o término do esquema vacinal, geralmente a partir do 5º mês de vida.

 

4)  É verdade que cães e gatos ficam mais calmos após terem sido castrados? Se sim, por que isso acontece?

Devido a retirada dos ovários, nas fêmeas, e dos testículos, nos machos,  há uma queda dos hormônios que estão relacionados com territorialismo e dominância, portanto, animais castrados ainda filhotes tendem a ser tranquilos e submissos. Mas se o animal já for agressivo, a castração não irá resolver muito nesses casos.

 

Viu só? A castração, além de não ser tão assustadora assim, pode trazer vários benefícios para a saúde do seu animal. Se você ainda tiver mais perguntas, comente abaixo! O importante é que todas as dúvidas sejam esclarecidas, não é mesmo?

4 Lugares para você adotar um animal em SP

Sempre quis ter um cachorro? Quer dar uma companhia para o seu gato? Se você anda pensando em adicionar um novo membro à família, procure um centro de adoções! Além de todos os benefícios que um animalzinho pode trazer para a sua vida, você também voltará para a casa com a certeza de que fez um bem para um ser vivo. Confira abaixo alguns locais em São Paulo que podem te ajudar nesse processo!

 

1) Clube dos Vira-Latas

A organização tem como missão resgatar animais abandonados e dar a eles o devido cuidado e atenção. Ao entrar no site da organização, o usuário pode navegar por uma lista que mostra todos os cachorros disponíveis para adoção. Se você clicar na foto de um deles, aparecerá uma tela com a ficha técnica do bichinho. Lá, você descobre se ele já foi vacinado, se já foi castrado etc.

http://www.clubedosviralatas.org.br/

 

2) APAA (Associação Paulista de Auxílio aos Animais)

Todos os sábados, domingos e feriados, a APAA realiza feiras de adoção. Os eventos acontecem na Avenida Washington Luis, 2737, do 12h às 16h. Para adotar um bichinho, os interessados devem levar RG, CPF, comprovante de residência e pagar uma taxa de R$ 70,00 (que cobre parte das despesas).

http://apaa.com.br/

 

3) Toca dos Gatinhos

Você é do tipo que A-M-A gatos? Então você vai adorar a Toca dos Gatinhos! No site, há várias imagens de bichanos que são um mais lindo do que o outro! Para adotar, você terá que ir a uma das feiras de adoção que acontecem todos os sábados, exceto feriados, das 13h às 18h. Na hora da adoção, você deve levar comprovante de residência e uma caixa de transporte e pagar uma taxa de R$ 80,00 (que cobre parte das despesas).

Locais das feiras:

– Rua Itararé, 164 – Bela Vista – SP

– Rua Jaguaribe, 623 – Santa Cecília – SP

http://www.toca.gatinhos.nom.br/index.asp

 

4) Adote um Focinho

Em um sítio localizado na cidade de Cotia, na grande São Paulo, a organização mantém 150 cachorros, que recebem atenção e cuidados veterinários. Para que possam receber novos animais, eles precisam que os moradores atuais sejam adotados. Quem estiver interessado, pode ligar para os números (11) 98101-9036 ou  (11) 99914-3820.

http://www.adoteumfocinho.com.br/v1/index.asp?p=8#.V796WlsrLIU

 

Depois de adotar um bichinho, você e seu novo companheiro podem virar voluntários no Patas Therapeutas! Para isso, basta preencher a ficha cadastral (http://patastherapeutas.org/o-perfil-do-voluntario/) e participar do processo de triagem!