setembro 2018
DSTQQSS
       1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30       
« ago   out »
 

Comportamento Animal

Qualquer animal, sendo ele de raça ou SRD, de qualquer tamanho pode se candidatar a Animal Terapeuta e sua aprovação dependerá de uma avaliação comportamental específica e laudo veterinário de saúde.

A idade mais adequada para início das atividades como Animal Terapeuta é de cerca de um ano, quando inicia a vida adulta, ou seja, não pode ser filhote. Porém, há casos em que animais mais jovens apresentam as características necessárias para atuar como Terapeuta. Assim, o que definirá se um animal está ou não apto ao trabalho são seu caráter, temperamento e comportamento em situações específicas.

Não há idade máxima permitida, sendo bem vindos todos os indivíduos com a saúde física e mental em dia e que forem aprovados nas avaliações acima mencionadas.

A diferença fundamental entre os Animais Terapeutas e demais animais de estimação é a confiabilidade em alto grau que se pode ter em seu caráter e temperamento. Isto nos permite prever seu comportamento em diversas ocasiões, inclusive sob estresse intenso. Tais animais são emocionalmente bem equilibrados, calmos e, em sua grande maioria, submissos, lidando com tranqüilidade com as diferentes situações a que são submetidos durante a interação com crianças, idosos e enfermos.

O temperamento e os comportamentos resultantes que o animal apresenta devem ser adequados às tarefas e situações em que os animais são utilizados.

Um Animal de Terapia não pode, em hipótese alguma, manifestar quaisquer formas de agressividade e tampouco deve ter qualquer histórico de sua ocorrência.

Animais de Terapia devem ser extremamente sociais com pessoas (crianças, idosos, homens e mulheres, de todas as etnias, com limitações físicas ou não). Eles devem se sentir à vontade na companhia de estranhos, procurando o contato e a interação com eles, e demonstrando alta tolerância aos toques e ao manuseio por estas pessoas. Em algumas ocasiões, os toques podem ser vigorosos, como no caso das crianças. O animal terapeuta jamais deve reagir com qualquer tipo de agressividade contra estes toques.

Eles devem ser bem socializados com outros animais, independentemente da espécie animal, sexo ou idade. Isto significa que estes terapeutas não devem se incomodar nem interagir de forma inapropriada com nenhum deles.

Para os cães, conhecer os comandos de adestramento básico também é um pré-requisito, já que o cão precisa responder prontamente aos comandos: Senta, Deita, Junto, Fica e Andar na guia. Eles não devem pular nas pessoas, não latir em demasia, e mover-se com tranqüilidade, sem agitação. Uma pronta resposta a estes comandos básicos se faz necessária para o melhor desempenho durante as intervenções junto aos pacientes, e também para aprimorar o controle que os voluntários têm sobre os comportamentos dos cães, facilitando o manejo.

Assim como os gatos não devem miar em demasia, arranhar ou fugir das interações. Valendo estas premissas para as demais espécies de animais de estimação.

Logicamente, não se espera que o animal aja como um robô, afinal, é um ser vivo e, portanto, imperfeições são até certo nível toleradas, desde que não comprometam o andamento do trabalho.

A postura tranquila e comportamento dócil e equilibrado são pré-requisitos que o candidato a Animal Terapeuta deve ter.

E a estes requisitos, associa-se a importância de haver monitores ou voluntários humanos que por meio de sua atitude calma, positiva e assertiva, facilitam o trabalho do cão, transmitindo-lhes confiança e diretrizes claras na execução dos trabalhos.

Animais Silvestres e Exóticos (aves, Jabutis, coelhos e demais bichinhos de estimação) serão submetidos à avaliação comportamental diferenciada de acordo com a espécie animal em questão.

Protocolo de Comportamento Animal da ONG/OSCIP Patas Therapeutas*

Todos os cães, gatos e demais animais silvestres e exóticos terapeutas da ONG/OSCIP Patas Therapeutas deverão passar por uma rigorosa avaliação comportamental, padrão internacional, cuja finalidade é examinar com atenção as reações e os perfis para adequação dos animais nas atividades de AAA, EAA e TAA, sendo requisitos básicos do candidato:

  • Candidatos: os animais não podem ser filhotes e nem estar em período de reprodução;
  • Castração: um dos requisitos básicos para os cães e gatos é a castração, as demais espécies, bichos silvestres e exóticos, não necessitam;
  • Guia: todos os cães deverão andar na guia, sem puxar, na entrada e saída das instituições e durante as atividades, salvo exceções em atividades de TAA;
  • Adestramento básico para os cães: deverão sentar, deitar e ficar. Os cães participantes terão que responder aos comandos para estes exercícios sem necessidade do uso de comida, podendo eventualmente, caso necessário, ser usados brinquedos para a realização das tarefas. Os de pequeno porte deverão gostar de permanecer no colo dos assistidos e os de médio e grande porte sentados ao lado dos mesmos;
  • Tamanho dos animais: os animais de pequeno porte deverão gostar de permanecer no colo dos assistidos e os de médio e grande porte sentados ao lado dos mesmos;
  • Afetividade: todos os animais necessitam ter atitude simpática e socialmente positiva em relação a outras pessoas, além do dono. Como estarão em contado direto com os assistidos, não poderão ter nenhum comportamento adverso que prejudique a interação, como por exemplo, rosnar, chorar, demonstrar medo, entre outros.
  • Dessensibilização: os animais terapeutas são intensamente manuseados pelos assistidos dentro das atividades, inclusive em áreas de maior sensibilidade do corpo como cauda, orelhas, pés e boca, e são expostos a ruídos e odores diversos e típicos de determinados locais de atendimento, e devem lidar com atitudes imprevistas por parte dos assistidos. Assim, não poderão ter nenhum comportamento agressivo, de medo e etc., que prejudique o bom andamento das visitas e principalmente da interação com os assistidos.
  • Avaliação: Os animais passarão por vários estímulos táteis (manipulações, beijos, apertos e etc.); olfativos (cheiros fortes, aproximação, assopros e etc.); auditivos (sons graves e agudos, puxões, gritos, espirros, tosses e etc.) e; visuais (bonés, bengalas, andadores e etc.).
    • As avaliações dos animais serão realizadas somente pelos nossos especialistas em Comportamento Animal da ONG/OSCIP Patas Therapeutas. Avaliações externas de comportamento, caso apresentadas, serão utilizadas apenas como referência.
    • Além dos cães e gatos, os demais animais, silvestres e exóticos, serão submetidos à avaliação comportamental diferenciada de acordo com a espécie animal em questão.

Certificação: somente os silvestres deverão apresentar o certificado emitido pelo IBAMA. Para os Exóticos, não é necessário esta certificação.

Importante: 
caso o animal não apresente todos os quesitos acima, nossos especialistas em Comportamento Animal fornecerão todas as informações adequadas para que o animal se torne apto para as atividades.

  • Socialização: todos os animais deverão se comportar de forma adequada na presença de outros animais. Este quesito é muito importante, pois os trabalhos serão realizados, dentro das instituições, com vários cães e demais animais presentes. Não serão permitidos, mesmo em contato indireto, quaisquer tipos de comportamentos inadequados, como por exemplo, latir, rosnar, puxões de guia e etc.
  • Petiscos e água: não será aceita a entrada de petisco de qualquer espécie nas dependências das atividades, exceto prévia autorização.
  • Bem estar dos animais: dependendo da duração prevista das atividades, os voluntários deverão estar preparados (trazendo as vasilhas necessárias) para propiciar acesso à água aos seus animais.
  • Comportamento inadequado: o animal será afastado da atividade, reavaliado pelos nossos especialistas em Comportamento Animal, e, se necessário, conduzido a treinamento específico ou processo de dessensibilização. Em seguida, após a reavaliação e se aprovado, estará apto para o retorno às atividades de assistência.

Importante: os animais serão reavaliados anualmente, ou caso se faça necessário, mediante algum tipo de reação inadequada no decorrer das atividades.

A Importância da Socialização e da Habituação adequadas na formação de um Cão Terapeuta

Entende-se por “socialização” o processo por meio do qual os animais interagem entre si apresentando-se uns aos outros através da utilização de protocolos de comunicação típicos da espécie – postura corporal, emprego do olfato, troca de olhares, etc. Este processo pode incluir, além de cães, outros animais e humanos, conhecidos ou desconhecidos.

Por meio de uma socialização adequada e ampla, os animais se tornam aptos a circular pacificamente e sem causar distúrbios entre outros animais e pessoas, já que aprendem a respeitar os limites do próximo e a se comunicar de uma forma apropriada e pacifica.

Os animais socializados tendem a ser psicologicamente mais estáveis e calmos, sendo mais receptivos a aproximação de indivíduos desconhecidos, os quais cumprimenta calorosa e amistosamente, sem turbulência, traços de hostilidade ou medo.

No caso dos Animais Terapeutas, o processo de socialização deve ser rigorosamente considerado de extrema importância, visto que um dos pré-requisitos que estes animais devem apresentar é a capacidade de se relacionar pacifica e tranquilamente com indivíduos que não conhecem, sendo amistosos desde os primeiros contatos, seja com outros animais ou com seres humanos – crianças, adultos ou idosos, com ou sem limitações físicas / psíquicas.

Para alcançar o máximo “rendimento social”, os animais terapeutas devem ser expostos ao maior número possível de pessoas e ter contato com outros animais em diferentes ambientes, principalmente nos primeiros meses de vida* e estendendo-se ao longo dos anos para que se tornem habituados a contatos frequentes com seres e locais desconhecidos, reagindo com naturalidade nestas situações.

O medo é uma emoção comum que surge nos casos em que houve pouca ou nenhuma socialização e habituação, gerando uma grande insegurança no animal e tornando-o instável e perigoso. O medo pode desencadear reações desagradáveis e indesejadas nos animais, como fuga ou agressividade. O animal com medo pode assustar ou até mesmo morder pessoas – no caso, uma criança, idoso ou enfermo assistido. Os Animais Terapeutas devem ser seguros e confiáveis, impossibilitando a ocorrência de situações deste tipo. Assim, devem ser habituados à novidade para que não desenvolvam quadros de medo, agressividade e outros distúrbios emocionais.

Especificamente, todos os Cães Terapeutas – veteranos ou novatos – da ONG/OSCIP Patas Therapeutas são submetidos a sessões de socialização periódicas, visando à manutenção do equilíbrio e da coesão social dos cães entre si e com os humanos. Estas sessões ocorrem com data previamente agendada, sob supervisão da nossa Equipe de Comportamentalistas de Animal.

Devemos sempre nos lembrar de que os Animais Terapeutas são os instrumentos fundamentais no processo de reabilitação dos assistidos, portanto, devem estar sempre preparados para qualquer situação e reagir equilibradamente.
Como em todo treinamento, a prática leva à perfeição.

Nossos assistidos, dezenas de crianças, enfermos e idosos, agradecem com um sorriso nos lábios e grandes olhos brilhantes por terem a esperança renovada em seus corações através do contato com estes animais tão especiais e gentis que enriquecem suas vidas de maneira incalculável.

Importante: Deve-se respeitar o período de resguardo do filhote, até o término da sequência da primeira vacinação, podendo expô-lo ao contato com outros animais após a imunização.


Faça o download do Protocolo aqui.
*O Protocolo de Comportamento dos Animais da ONG/OSCIP Patas Therapeutas é registrado e de uso exclusivo.

Enviando ...

Assine nossa newsletter

Fique por dentro das novidades da Patas Therapeutas.