Patas na Mídia

Aves são boas companheiras para as crianças na Terapia Assistida por Animais

As aves são excelentes companhias e animais de estimação. Por isso, fazem parte também da Terapia Assistida com Animais, uma técnica cientificamente comprovada, que utiliza o animal como um facilitador nas relações interpessoais. A TAA com aves ajuda na qualidade de vida dos pacientes, tanto nos aspectos físicos quanto mentais e cognitivos, e agora passou a ser utilizada com crianças.

Segundo Silvana Fedeli Prado, psicóloga psicanalista e psicoterapeuta de Terapias Assistidas por Animais da ONG/OSCIP Patas Therapeutas, em São Paulo, os benefícios desta combinação são inúmeros: “A ave dá uma sensação ao mesmo tempo de aconchego e liberdade, por conta da possibilidade de voar. Acaba suscitando vários sentimentos e reações diferenciadas nas crianças”.

Os pássaros são utilizados pela ONG há três anos, com resultados muito satisfatórios. “Incrível como um animal consegue mudar um ambiente. A interação entre uma criança e um bichinho é quase imediata, ao contrário do que acontece com uma pessoa. Há sempre uma reação positiva no final”, conta Silvana.

Diversas patologias podem ser trabalhadas nesta atividade. Paralisia cerebral e hiperativismo são apenas algumas delas, como descreve Silvana: “As aves são ótimas com crianças hiperativas. É um animal mais delicado, então a criança vai ter que se comportar de uma maneira diferente do que com um cachorro, por exemplo”.

Crianças com problemas visuais ou auditivos também podem se beneficiar com a TAA com aves. “Este animal ajuda a despertar e aguçar os outros sentidos. A criança não precisa escutar seu canto, por exemplo. Dá para sentir seu cheiro, ver sua bela coloração, tocar as penas”.

O ideal para as atividades são aves que aceitem bem a interação constante com pessoas que ela nunca viu antes. Ararajubas, Periquitos Australianos e Calopsitas costumam ser animais mais fáceis para adestramento, e carinhosos com as crianças. “Trabalhar com Papagaio, por exemplo, pode ser complicado, pois é um animal muito temperamental. Ele se dá muito bem com o tutor ou adestrador, mas, às vezes, pode ter reações muito fortes com outras pessoas”.

É importante respeitar o comportamento usual das aves durante a TAA, seja com crianças ou qualquer outro paciente. Uma ave aguenta essa atividade por menos tempo que um cachorro ou gato – em torno de 15 minutos. Se estressarmos demais um pássaro, que não estiver gostando da interação, isso pode ter efeitos negativos na saúde dele. “Não adianta querer fazer o bem para o outro, sem prestar atenção ao animal. Precisamos estar sempre preocupados com a qualidade de vida deles. Para nós, que fazemos este trabalho, é bastante prazeroso, e para a pessoa que recebe também. Então para o animal também precisa ser”, conclui Silvana.

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