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Cobertura Hypeness: artistas de rua levam graffiti para hospital infantil em SP

O site Hypeness fez uma cobertura da inauguração do Jardim Terapêutico, iniciativa de voluntários, que criou um espaço de contemplação no Hospital Infantil Darcy Vargas.

 

Cobertura Hypeness: artistas de rua levam graffiti para hospital infantil em SP

Você pode não achar importante que um mural seja feito dentro de um hospital. No dia a dia, pode nem se lembrar que ele existe. Mas, para uma grande quantidade de pessoas, ele fará toda a diferença. O Hospital Público Infantil Darcy Vargas, em São Paulo, reuniu voluntários e funcionários cheios de boa vontade para criar em conjunto um jardim terapêutico repleto de graffiti nas paredes dentro do complexo. A ação transformou o local num novo espaço de convivência, que vai abrigar as crianças em tratamento e seus pais.

Com apoio dos projetos Patas Therapeutas, que leva cães para conviver e brincar com as crianças, Mamãe que Fez, destinado a ensinar trabalhos manuais para as mães que aguardam os filhos na hemodiálise, e demais voluntários, o jardim teve 100% dos itens doados, consolidando-se em 9 meses de árduo trabalho voluntário. Os murais ficaram por conta dos artistas Chivitz, Minhau, Flavio Samelo e Jay, enquanto o planejamento veio dos arquitetos André Rogov e Vinícius Patrial, e das paisagistas Aline Sini e Emi Ishigai, dando outra cara e uma nova vida ao local de 90 m², que não era utilizado.

O espaço para relaxamento e descanso conta com plantas como lavanda, que transmite tranquilidade, e alguns pés de fruta, como acerola e romã, que atrai pássaros. A ideia inicial foi da voluntária Mônica Mallart, que administra o projeto Mamãe que Fez, junto com o skatista Roger Mancha, que conheceu no projeto Patas Therapeutas do qual fazem parte. “Acho que é a primeira vez que vejo graffiti dentro de um hospital, que surgiu por meio de um coletivo de ideias e pessoas”, contou Mancha ao Hypeness.

A ocupação é um item fundamental dentro do ambiente hospitalar, focado em tratar doenças de alta complexidade, como nefrologia, diabetes e câncer. Algumas mães não conseguem trabalhar porque têm de levar o filho ou a filha para tratamento todos os dias ou três vezes na semana, enquanto alguns pais simplesmente não aguentam o processo e acabam largando a família. “Este espaço não tinha nada, absolutamente, e isso me incomodava, assim como eu não gostava de ver as mães ociosas na sala de espera. Pensei em criar uma ala de descompressão, para ser uma válvula de escape. O jardim tem esse propósito, explicou Mônica.

Segundo a diretora do hospital, Tereza Cristina, são atendidas em torno de 3 mil à 4 mil crianças e jovens até 17 anos no ambulatório, enquanto 120 chegam pelo pronto socorro. A diretora de enfermagem Marta Marina nos informou que é feito um trabalho com cerca d 64 grupos voluntários para tirar a galera do tédio. “Temos atividades diariamente, sempre recebemos voluntários. No caso do jardim, muitas crianças vêm do interior, então quando chegam aqui cansados, podem utilizar este espaço.”

Conhecemos todas as alas hospitalares e pudemos observar que boa parte da equipe é dedicada a salvar vidas, na medida do que é possível. Operando acima da capacidade, são necessárias doações para conseguirem manter tudo em bom funcionamento, então quem quiser doar, seja tempo ou alguma coisa para o hospital, pode entrar em contato através do telefone: (11) 3723.2700.

Galeria de fotos no link original.