Patas na Mídia

Patas Therapeutas no programa Sociedade Solidária

O Portal Boa Vontade destacou o nosso trabalho, reforçando a humanização percebida.

 

Tratamento assistido por animais “humaniza” terapia de algumas doenças

Por Nathan Rodrigues

O tratamento de algumas doenças pode ser um processo moroso, desgastando o paciente física e emocionalmente. Por conta dessas complicações, muitos médicos têm procurado meios para transformar o processo terapêutico em uma atividade prazerosa para a pessoa.

E uma opção ganha cada vez mais terreno na classe médica: a terapia assistida por animais. Já difundida na Europa e nos Estados Unidos, essa modalidade visa promover o bem-estar físico, emocional e social do doente, colaborando para o funcionamento cognitivo e motor e promovendo melhorias comportamentais.

“Os animais humanizam o ambiente [hospitalar]. Dentro de uma instituição, a pessoa entra num estado de privação afetiva muito grande. Esse quadro gera um estresse, acarretando numa baixa do sistema imunológico. Por meio dos bichos, pegamos o mundo que está lá fora e levamos para lá, eles são catalisadores”, explica Silvana Prado, psicóloga e fundadora da Patas Therapeutas, ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV.

A especialista afirma que, para garantir os avanços esperados no quadro clínico, os animais precisam se enquadrar em um perfil que vá ao encontro do que pede o paciente. “Eles devem ser afetivos, gostar de outras pessoas e outros animais. Eles não podem ter comportamentos adversos, que é morder e rosnar. Além da afetividade, eles precisam ter um adestramento básico, para que você tenha um controle sobre ele. Há também a parte de sensibilização, que trata dos cinco sentidos. Eles não podem se incomodar, por exemplo, se você tocar neles.”

A terapia assistida por animais não pede uma raça específica, muito menos tamanho. De acordo com Silvana, o tratamento com o auxílio dos animais é eficaz porque os bichos oferecem algo mais para o enfermo. “Os animais não julgam e te aceitam do jeito que você é. Você pode estar enfaixado ou na cadeira de rodas, eles não veem problemas nisso”, reitera.

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