PROTOCOLO DE COMPORTAMENTO ANIMAL DA ONG/OSCIP PATAS THERAPEUTAS

Responsável:

Juliene Carvalho – Etóloga e Comportamentalista Animal

  • Qualquer animal pode se candidatar a Animal Terapeuta e sua aprovação dependerá de uma avaliação comportamental específica e laudo veterinário de saúde.
  • cães e gatos castrados de qualquer espécie e tamanho
  • animais exóticos e silvestres com certificação emitida pelo IBAMA.
  • A idade mais adequada para início das atividades como Animal Terapeuta é quando inicia a vida adulta, dependerá de cada espécie. O animal não pode ser filhote. Precisa apresentar as características necessárias, comportamentais e emocionais, para atuar como terapeutas.
  • Assim, o que definirá se um animal está ou não apto ao trabalho são seu caráter, temperamento e comportamento em situações específicas.
  • Não há idade máxima permitida, sendo bem vindos todos os animais com a saúde física e mental em dia e que forem aprovados na avaliação final.
  • A diferença fundamental entre os Animais Terapeutas e demais animais de estimação é a confiabilidade em alto grau que se pode ter em seu caráter e temperamento. Isto nos permite prever seu comportamento em diversas ocasiões, inclusive sob estresse intenso
  • Um Animal Terapeuta não pode, em hipótese alguma, manifestar quaisquer formas de agressividade e tampouco deve ter qualquer histórico dessa ocorrência.
  • Todos os cães deverão passar pela Escola de Cães Terapeutas;

 

REQUISITOS NECESSÁRIOS

  • Afetividade: Todos os animais necessitam ter atitude afetiva e socialmente positiva em relação a outras pessoas, além do seu tutor e com os demais animais. Como estarão em contado direto com os assistidos, não poderão ter nenhum comportamento adverso que prejudique a interação, (como por exemplo, morder, entre outros).
  • Dessensibilização: Os animais terapeutas necessitam ter a diminuição da sensibilidade nos cinco sentidos os 5 sentidos: paladar, olfato, audição, visão e tátil. Eles são intensamente manuseados pelos assistidos dentro das atividades, inclusive em áreas de maior sensibilidade do corpo como cauda, orelhas, pés e boca, e são expostos a ruídos e odores diversos, típicos de determinados locais de atendimento, e devem lidar com atitudes imprevistas por parte dos assistidos ou instituição. Assim, não poderão ter nenhum comportamento agressivo, reativo por medo ou outro estado emocional, que prejudique o bom andamento das visitas e da interação.

Para avaliação, passarão por vários estímulos táteis (manipulações, beijos, apertos e etc.); olfativos (cheiros fortes, aproximação, assopros e etc.); auditivos (sons graves e agudos, puxões, gritos, espirros, tosses e etc.); visuais (bonés, bengalas, andadores e etc.) e paladar (cheiro de comida, lanches, biscoitos, etc.). Visamos sempre o bem-estar dos animais, eles não passarão por nenhuma situação adversa ou de mal-estar.

  • Socialização: Todos os animais deverão se comportar de forma adequada na presença de outros cães e animais. Este quesito é muito importante, pois os trabalhos serão realizados dentro das instituições, com vários animais presentes. Não serão permitidos, mesmo em contato indireto, quaisquer tipos de comportamentos considerados inadequados, como por exemplo latir, rosnar, puxões de guia e etc.
  • Comportamento inadequado: O animal será afastado da atividade, reavaliado pela Comportamentalista Animal e, se necessário, conduzido a treinamento específico ou processo de dessensibilização. Após reavaliação, se aprovado, estará apto para o retorno às atividades de assistência.
  • Guia: Todos os cães deverão andar na guia, sem puxar, na entrada e saída das instituições e durante as atividades, salvo exceções em atividades de TAA. Para os demais, é opcional.
  • Os de pequeno porte deverão gostar de permanecer no colo dos assistidos e os de médio e grande porte sentados ao lado dos mesmos.
  • Petiscos e Água: Não será aceita a entrada de petisco de qualquer espécie nas dependências das atividades, exceto em TAA. Os animais participantes terão que responder aos comandos para estes exercícios sem necessidade do uso de comida, podendo, caso necessário, ser usados brinquedos para a realização das tarefas.
  • Dependendo da duração prevista das atividades, os voluntários deverão estar preparados (trazendo as vasilhas necessárias) para propiciar acesso à água a seus animais;
  • O kit básico de cada voluntário acompanhado de animal: lenços umedecidos, álcool gel, saquinhos para cocô, desinfetante para limpeza do local, papel absorvente, escovinhas para pentear os pelos e brinquedos para utilizarem durante as visitas.
  • O bem-estar dos animais sempre é primordial para que sejam futuros grandes terapeutas. Nos preocupamos com o tempo de duração das atividades, tempo climático, número de assistidos, patologias e condições físicas e mentais do animal.
  • A estes requisitos, associa-se a importância de tutores/voluntários humanos que, por meio de atitude calma, positiva e assertiva, facilitem o trabalho do animal, transmitindo-lhes confiança e diretrizes claras na execução dos trabalhos.
  • Os animais Therapeutas serão reavaliados anualmente, ou caso se faça necessário, mediante algum tipo de reação inadequada no decorrer das atividades.